FISL 11 – Primeiro dia

Imaginei que a fila do credenciamento seria muito grande no primeiro dia, mas foi tranquilo. Havia fila mas ela fluía rapidamente, o que foi muito bom, pois o balcão para retirar o crachá ficava na parte externa coberta por um toldo e chovia na hora que eu cheguei no local.

Crachá e pastinha na mão, era hora de escolher e assistir as palestras do dia. No geral, as palestras são bem genéricas, as que eu asssisti são baseadas em cases do local de trabalho dos palestrantes.
Assisti a uma palestra do iBatis, um framework de persistência, que era voltada para iniciantes por isso sem grandes novidades, e como já conhecia alguma coisa a respeito, não achei interessante.
Econtrei alguns temas bem pitorescos, como uma empresa que faz medição da qualidade da internet fornecida no Brasil http://simet.nic.br. Essa empresa dispõe de voluntários que instalam junto com o equipamento de rede, um aparelho próprio da empresa e a partir daí é feito diversas medições no tráfego de rede desse voluntário. Ele apresentou resultados de todo o Brasil, e a grande maioria trafega numa velocidade inferior a 2 megabits/segundo.
As outras apresentações do dia já deixei nos posts anteriores.
Como em toda boa concentração de nerds, a maioria dos participantes são homens. Uma grande quantidade de estudantes universitários, grande quantidade de profissionais da área de computação, educadores, curiosos e geeks por hobby. Em geral, muita gente jovem. Ah sim, claro, muitos conhecidos UOLers e ex-UOLers.
O evento ocupa o centro de eventos da PUC, e mais 4 prédios do campus. Aliás, o campus é enorme e muito bonito, me fez lembrar dos velhos e bons tempos da UEL.
Para o primeiro dia, achei o clima do evento muito bom, veremos como serão os próximos dias. 😉

FISL 11 – Palestra: Solução de combate às fraudes fazendo uso de IA e componentes de código aberto

O palestra foi feita por Roberto Malheiro Costa Junior, gerente nacional de segurança da Caixa Economica Federal.
Ele apresentou o uso de software livre no case deles para construir um sistema para detectar fraudes bancárias, usando também Inteligência Artificial. Esse sistema é composto de duas partes, o palestrante fez uma comparação com o cérebro para ilustrar as duas partes: a parte lógica e objetiva, que são os sistemas especialistas; e a parte subjetiva e intuitiva, que são os sistemas de redes neurais.
Sistemas especialistas contemplam o seguinte cenário: criar base de regras, motor de inferência para processar conhecimento e resolução de problemas. A ferramenta utilizada para este cenário foi o Jboss Drools. Consiste numa plataforma unificada para regras, workflow e processamento de enventos. Permite a criação de vase de conhecimento executável, desenvolvimento em Java, inteface gráfica, permite múltiplas plataformas, repositório centralizado de base de conhecimento. Permite ainda controle de acesso com  perfis diferenciados, controle alteração e versionamento de regras, viabiliza não técnicos editarem regras em interface.
Redes neurais contemplam o seguinte cenário: generalização,coleta e seleção de dados, configuração de rede, treinamento do sistema, teste e integração. A ferramenta utilizada nesse cenário foi o Weka (Warkato Environment for Knowledge Analisys), agrega algoritimos provenientes das várias áreas de IA, possui uma biblioteca de classes java, interface gráfica, permite múltiplas plataformas.
Eles usaram também o Pentaho, uma plataforma de BI open source, que permite flexibilidade de independência de plataformas, análise de informações, geração de relatórios, monitoração de indicadores e data mining.
O palestrante citou como principais benefícios do uso de software livre neste projeto: automatização do processo de análise, diminuição do tempo de detecção de fraudes, satisfação do cliente, base de conhecimento mais sólida, retorno financeiro pela identificação de fraudes preventiva, conhecimento técnico adquirido e flexibilidade de custos.
A apresentação foi específica, no sentido de apresentar um case do uso de software livre e genérica, no sentido de fazer uma apresentação da tecnologia utilizada. Mas no final da apresentação, um engraçadinho resolve questionar o palestrante porque o internet banking da Caixa só pode ser acessado pelo IE, e um outro engraçadinho resolve re-questionar o uso do IE para o internet banking… “… para acessar o internet banking poderia ser feito um plug-in, mas plug-in me cheira a gambiarra…”

FISL 11 – Palestra: O caminho Ágil entre Requisitos e Testes

Apresentação de Cesar Vianna, do Serpro. O palestrante explicou, por meio do case “Serpro Expresso”, como trabalhar com práticas ágeis desde a gestão de requisitos até os testes. Trata-se de um software de comunicação, mais detalhes a respeito desse projeto em http://www.expressolivre.org.
Algumas dificuldades que eles tiveram durante o processo de desenvolvimento são: a inclusão do Serpro no meio do processo de desenvolvimento, pois eles tinha a necessidade de substituir o software de comunicação que era proprietário. Além disso, havia a falta de processo aderente ao desenvolvimento colaborativo, clientes indefinidos, requisitos vagos, desenvolvimento distribuído, diferenças de prioridade e falta de testes automatizados.
A proposta de gestão de desenvolvimento contemplava: técnicas flexíveis para gestão de requisitos, técnica ágil, gerenciamento automatizado. Para isso, usaram o processo Demoiselle, que faz uso da ferramenta ágil com o mesmo nome: http://demoiselle.sourceforge.net/process. Uma dos pontos enfatizados pelo palestrante foi que o analista de teste participa desde o início do processo de concepção do projeto, auxiliando na captação de requisitos. E que nos testes de aceitação, o próprio usuário navega no sistema para verificar se o requisito está OK.
Outras ferramentas de apoio utilizadas são: Ice Scrum para gestão de projeto (http://www.icescrum.org) e Selenium para automação de testes (http://seleniumhq.org).
Para trabalhos futuros: níveis de maturidade em desenvolvimento ágil, controle de versão distribuída, técnicas automatizadas para verificação de padrões, gestão de defeitos no desenvolvimento de software livre. Para esse último item, o palestrante comentou que não se trata de gestão de bugs, e sim de adequações para o projeto deles.

FISL 11 – Palestra: Google e Software Livre

Primeira palestra do dia…. Cheguei atrasada devido o credenciamento e, como no cronograma consta outro palestrante, só sei que o nome da moça era Nanda e que trabalha no Google desde janeiro de 2007, passando antes pela IBM.
Ela contou de como funcionam algumas coisas por lá: que o hardware é ‘fabricado’ pela própria Google, e que todo código é criado com a premissa de considerar que hardware pode falhar em qualquer momento; que eles usam software livre e ajudam nas correções de bugs e melhorias do mesmo; uma das necessidades para isso é o que ela chamou de “control e ownership”, ou seja, que não dá para depender do suporte de um fornecedor no momento crítico onde, por exemplo, o sistema está fora do ar, e que nesse caso precisam solucionar o problema rapidamente.
A contribuição do Google para o software livre acontece de várias maneiras: participação em comunidades, lançamento de patches, e o summer of code.
O summer of code é um evento patrocinado pelo Google, onde estudantes se inscrevem em uma das organizações participantes (Apache, por exemplo), e submete um projeto para essa organização. O mentor da organização avalia, aprova ou não, se aprovado auxilia no projeto (como um orientador). Depois que o projeto for concluído, o estudante ganha uma bolsa no valor de 5 mil dólares e uma camiseta do Google.
A palestrante também citou alguns dos projetos de software livre que estão em desenvolvimento no Google atualmente: Chromium (licença BSD, implementa HTML5); Android (Apache + Lunux kernell); Google Wave (protocols, oc); webM (Vorbis audio, VP8 video).

Frases de efeito da palestrante: “o hardware vai falhar, da forma mais idiota e no momento mais inconveniente possível”; “vocês sabem o que é apache?”; “os estudantes que concluem o summer o code acham mais importante a camiseta do google do que a bolsa de 5 mil dólares que recebem se o projeto pelo projeto concluído”